“Tenho pautas comuns às do Luciano Huck”, diz Eduardo Leite

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), avalia que ainda é cedo para dizer quem tem condições de absorver as intenções de voto que seriam do apresentador Luciano Huck na corrida presidencial de 2022. Mas destaca que tem pautas em comum com o apresentador.

“Muitas das políticas públicas que mais encantavam a discussão para o Luciano Huck, pelas quais ele mais se debruça, que são educação e meio ambiente, são duas pautas que me interessam muito também. Acho que devem estar no centro das discussões para 2022, por vários motivos. E é possível que a gente tenha uma afinidade, mas ainda é muito cedo e o meu principal desafio é me tornar mais conhecido”, afirmou em entrevista exclusiva ao SBT News, nesta quinta-feira (24).

Inicialmente, Leite terá de se apresentar ao próprio partido. Vai iniciar uma série de viagens pelo país, para disputar as prévias do PSDB em novembro. A sigla tem quatro pré-candidatos ao Planalto. Além de Eduardo Leite, pleiteiam a vaga o governador de São Paulo, João Dória, o senador Tasso Jereissati (CE), e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. Ele acredita que as prévias são, no momento, a melhor alternativa para o PSDB decidir qual é a cara que quer dar ao partido. “As prévias vão servir para o PSDB entender qual estilo deve apresentar ao eleitor em 22”, diz, sempre apresentando-se como o nome da renovação no ninho tucano. 

Sem obsessão

Eduardo Leite conta que foi, por não ser candidato à reeleição, passou a ser provocado por lideranças e filiados do partido para considerar uma candidatura a presidente da Repúbica, mas destacou: “Eu acho que política é missão. A gente escolhe menos e é mais escolhido. Me disponho a conversar e a começar a rodar o país para construir uma alternativa. Tenho muita disposição, mas não tenho obsessão”. 

Leite analisa que se não houver convergência para uma candidatura do centro será mais difícil enfrentar a polarização Lula X Bolsonaro. “Estou confiante pelo que vejo dos outros candidatos, o Ciro, o Mandetta, o próprio governador João Dória têm buscado dialogar, na medida do possível para buscar essa convergência e eu espero que ela possa acontecer”. 

FHC e Lula 

Apesar de considerar o diálogo entre dois ex-presidentes da República um gesto normal numa democracia, o pretenso presidenciável tucano avalia que o tom da conversa entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva não foi adequado para o PSDB. “Do ponto de vista estratégico para o partido é ruim. Essa conversa não deveria ter acontecido com tom de apoio à alternativa. Mas o PSDB vai apresentar uma alternativa”, concluiu. 

Na entrevista ao SBT News, o governador do Rio Grande do Sul ainda fala que trabalha para que o ex-governador Geraldo Alckmin (SP) continue no PSDB e defende prévias, também, para escolher o candidato tucano ao Governo de São Paulo no ano que vem. Ele também aborda o enfrentamento à pandemia, conta que vai premiar os municípios gaúchos campeões em vacinação e detalha como estão as contas públicas no estado. 


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